O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2018 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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30 abril 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (65)
Séries pessoais: Alice no País da Sociedade Civil (2); A cova não está em Muxúnguè (12); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (28); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (11); Sobre o 15 de Novembro (18); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (8); Como suster os linchamentos? (16); O que é um intelectual? (12); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (46); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (56); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Alice no País da Sociedade Civil (1)

Quando Alice de Lewis Carroll visitou o País das Maravilhas foi confrontada com muitos fenómenos e muitos significados. Nesta visita ao País da Sociedade Civil em Moçambique as coisas certamente são bem mais modestas, mas não menos importantes. O que Alice viu no País da Sociedade Civil?
(continua)
Adenda: sobre a tão magnética e acrítica expressão que é a sociedade civil, confira várias entradas neste portal aqui.

A opinião pública não existe

"A "opinião pública" manifestada nas primeiras páginas dos jornais sob forma de percentagens (60 % dos Franceses são favoráveis a...) é simplesmente um artefacto, cuja função é a de dissimular que o estado de opinião num dado momento é um sistema de forças, de tensões e que nada é mais inadequado para representar o estado da opinião que uma percentagem." (Bourdieu, Pierre, L'opinion publique n'existe pas, in Questions de sociologie. Paris: Les Éditions de Minuit, 1984, p. 224, tradução minha CS.
Adenda: esta é, sem dúvida, uma questão fundamental. Expressões parentes são "praça pública", "esfera pública" e "sociedade civil", estas duas últimas, especialmente a última, de forte uso social em certos círculos produtores de opinião pronta-a-consumir.

A cova não está em Muxúnguè (11)

Décimo primeiro número da série, tendo como guia a Paz de Aristófanes, nesta série aqui e aqui, com base neste sumário. Prossigo no primeiro número: 3. Um pouco da história das géneses. Chegou a altura de escrever um pouco sobre as géneses, sobre as origens da Frelimo e da Renamo.
Se não se importam, prossigo mais tarde.
(continua)
Adenda às 6:49: distribuição - melhor dito, redistribuição - de recursos de poder, eis um tema frequente nas análises políticas que faço neste diário. Entretanto, leia este trabalho da "Rádio Moçambique" aqui.
Adenda 2 às 12:26: sobre o nosso país e a propósito do que se passou em Muxúnguè, importe um trabalho com o título "Recursos naturais e um desafio à ordem política estabelecida", no Stratfor, Global Intelligence, aqui. Agradeço ao RC o envio da referência.

29 abril 2013

Presidente da ONP sobre Leopoldo da Costa

Em conferência de imprensa hoje na cidade de Maputo, a presidente da Organização Nacional dos Professores (ONP), Beatriz Muhoro, afirmou que a sua organização não candidatou ninguém para membro da Comissão Nacional de Eleições, portanto não candidatou o cidadão Leopoldo da Costa. A presidente disse que se está perante um crime de falsificação de identidade. Quem fez isso executou um acto de insubordinação. O cidadão Leopoldo da Costa poderia ter sido proposto por exemplo pela Ordem dos Médicos e não pela ONP. A presidente disse ainda que a sua organização nada tem de pessoal contra Leopoldo da Costa - trabalho apresentado pela estação televisiva STV no seu noticiário das 20 horas. Recorde aqui.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (65)
Séries pessoais: Alice no País da Sociedade Civil (1); A cova não está em Muxúnguè (11); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (28); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (11); Sobre o 15 de Novembro (18); Produção de pobreza teórica (8); O discurso da identidade nacional (8); Como suster os linchamentos? (16); O que é um intelectual? (12); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (46); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (56); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Alice no País da Sociedade Civil

Anda muito gente perturbada com a politização da sociedade civil e com o que se tem chamado infiltração na Comissão Nacional de Eleições. Vou escrever algo sobre essa aflição.

O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (27)

"(...) a nossa preocupação no que se refere aos moçambicanos na África do Sul tem a ver com a extrema violência com eles tem sido tratados quando cometem crimes. Isto aconteceu agora, foi um caso excepcional, admitamos, mas também temos tido conhecimento de que os caçadores furtivos normalmente são mortos." - ministro Oldemiro Baloi
Vigésimo sétimo número da série. Entro agora no oitavo número do sumário proposto aqui, a saber: 8. A produção de estereótipos sobre a colónia braçal. Chegou a altura de dar conta dos estereótipos que, pouco a pouco, década após década, foram sendo produzidos na África do Sul sobre os nossos compatriotas. A este nível, para enquadramento teórico, creio serem perfeitamente actuais e multinacionais as seguintes obras: Elias, Norbert, Scotson, John L., Logiques de l´exclusion, Enquête sociologique au coeur des problemes d´une communauté [na versão inglesa de 1965: The Established and the Outsiders]. Paris: Fayard, 1997. Becker, Howard S., Outsiders, Études de sociologie de la déviance. Paris: Metaillé, 1985.
Permitam-me prosseguir mais tarde.
(continua)
Adenda: o vídeo a seguir contém imagens chocantes, aqui.
Adenda 2 às 7:34 de 05/03/2013: ouvidos ontem pela estação televisiva STV, camionistas moçambicanos que escalam a África do Sul queixaram-se de constantes maus tratos por parte da polícia sul-africana. Eles não gostam dos Moçambicanos - eis o resumo das intervenções.
Adenda 3 às 00:54 de 11/03/2013: este acontecimento trágico é propício não só ao sensacionalismo baixo-preço de certa imprensa, das redes sociais e dos blogues do copia/cola, como, também - estudem as televisões locais -, aos jogos políticos em geral e a certos jogos eleitoralistas em particular.
Adenda 4 às 00:51 de 22/03/2013: um trabalho no Sowetan (obrigado ao FL pelo envio da referência), com o título abaixo:

Morte dos blogues moçambicanos? (45)

Quadragésimo quinto número da série, com sumário proposto aqui. Prossigo no ponto 6. Razões da morte. Escrevi anteriormente que é tentador defender que a agonia dos blogues moçambicanos a partir de 2010 tem a ver com o florescimento das redes sociais (recorde as vantagens dessas redes aqui). Porém, tenho por hipótese que outras razões devem ser procuradas. Os verdadeiros bloguistas não desistem, refiro-me aos bloguistas que criam, não aos do copia/cola/mexerica.
Prossigo mais tarde. Imagem reproduzida daqui.
(continua)
Adenda: Virtualização do quotidiano: bloguismo em Moçambique - um pequeno texto pioneiro de Teles Huo divulgado neste diário em 2006, confira aqui.
Adenda 2 às 5:56 de 17/12/2012: estude o estado da blogosfera em 2011 em trabalho da Technorati, aqui e aqui.
Adenda 3 às 7:31 de 28/04/2013: Sou blogueiro. Gero conteúdo ou faço cppy/paste?, aqui.
Adenda 4 às 7:33 DE 28/04/2013RT, CTRL+C CTRL+V, EMBED, FWD ou WRITE, REC, CLICK?, aqui.

Coisas misteriosas

A nossa linguagem, especialmente a erudita, está cheia de coisas misteriosas. Por exemplo, falamos de condições sócio-económicas, como se de um lado tivéssemos o social e, do outro, o económico; falamos de condições sócio-culturais, como se tivéssemos, de um lado, o social e, do outro, o cultural; falamos de condições etno-linguísticas, como se, de um lado, tivéssemos a etnicidade e, do outro, as línguas. Claro que haverá sempre a possibilidade de argumentar que não se trata de mundos estanques, mas do reforço da complexidade do social através de partículas de um certo tipo. O que, claro, não evita a dicotomia. No fim de tudo, surge uma expressão genérica do género: condições económicas, políticas, culturais, étnicas...Etc.

Produção de pobreza teórica (7)

Sétimo número da série. entro no terceiro número do sumário apresentado aqui, a saber: 3. Reconfiguração do capitalismo. Escrevi no número anterior que o Capital procedeu a uma redistribuição social moderada, assente em três eixos: renda mínima, providências para a doença e a velhice e serviços sociais básicos permanentes. Esse conjunto de medidas visava assegurar a reprodução do modo capitalista de produção, reduzindo o questionamento e o conflito sociais. Porém, a partir dos anos 70 começou uma nova crise de acumulação do Capital, confira, por exemplo, aqui e aqui. Prossigo mais tarde.
(continua)

Savana 1007+Faísca 614+O Nacalense 132

Versões digitais respectivamente aqui, aqui e aqui.

28 abril 2013

Quinta-feira: Governo/Renamo

Inicialmente agendado para amanhã, foi adiado para o dia 2 de Maio, quinta-feira, o encontro entre o Governo e a Renamo, a realizar-se numa das salas do Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, cidade de Maputo - informação da estação televisiva STV no seu noticiário das 20 horas. Sugiro continue a seguir a série intitulada A cova não está em Muxúnguè.

Savana 1007+Faísca 614+O Nacalense 132

Mas o que fazem os intelectuais?

Com o título em epígrafe, um texto importante de Jean-Claude Guillebaud, em francês, sobre o número crescente de pobres em França e na Alemanha, aqui. Vale a pena lê-lo, é fácil obter uma tradução razoável na net. Obrigado ao RC pelo envio da referência.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (65)
Séries pessoais: A cova não está em Muxúnguè (11); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (27); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (11); Sobre o 15 de Novembro (18); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (8); Como suster os linchamentos? (16); O que é um intelectual? (12); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (45); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (56); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Sugestão de leitura

Livro com a capa em epígrafe à venda em Maputo por 290 meticais, amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.
Novos números da coleção estão a ser preparados, versando sobre exclusão social, filosofia africana, cartum, saúde mental e literatura, com contribuições de autores de Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Itália e Brasil.

A cova não está em Muxúnguè (10)

Décimo número da série, tendo como guia a Paz de Aristófanes, nesta série aqui e aqui, com base neste sumário. Prossigo no primeiro número: 1. Introdução: o jogo dos lugares-comuns. Temos, assim, dois lugares-comuns: o da imputação causal de um certo tipo peremptório e o do apelo ao diálogo considerado terapêutico em si-mesmo. São dois casos de efeito viral instantâneo que, em sua densidade emotiva, com seus defensores, evacuam a análise. Tentarei nesta série ir para além desses dois lugares-comuns. 
(continua)
Adenda às 6:49: distribuição - melhor dito, redistribuição - de recursos de poder, eis um tema frequente nas análises políticas que faço neste diário. Entretanto, leia este trabalho da "Rádio Moçambique" aqui.
Adenda 2 às 12:26: sobre o nosso país e a propósito do que se passou em Muxúnguè, importe um trabalho com o título "Recursos naturais e um desafio à ordem política estabelecida", no Stratfor, Global Intelligence, aqui. Agradeço ao RC o envio da referência.
Adenda 3 às 6:39 de 26/04/2013: novo encontro Governo/Renamo previsto para segunda-feira, mas com um aparente impasse no tocante ao local. Aqui.

O poder de nomear desviantes e vândalos (10)


Décimo número da série, permanecendo no terceiro número do sumário3. Recursos de poder e o poder de nomear desviantes e vândalos. Escrevi no número anterior que podíamos considerar quatro grandes tipos de emissores da palavra oficial e da verdade: políticos no poder, gestores religiosos, curandeiros e académicos. Os políticos no poder são produtores da palavra oficial e da verdade a todo o momento. Que tipo de verdade? A verdade em si, considerada definitiva, indiscutível, absoluta, a verdade do poder de poder. Essa verdade não deve ser discutida e impugnada porque é verdadeira, porque é a verdade emanada pelo poder emissor. Estamos perante a adaptação profana da verdade religiosa. Imagem reproduzida com a devida vénia daqui.
(continua)

27 abril 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (65)
Séries pessoais: A cova não está em Muxúnguè (10); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (27); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (10); Sobre o 15 de Novembro (18); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (8); Como suster os linchamentos? (16); O que é um intelectual? (12); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (45); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (56); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Grandes pensadores 2013

Produto de uma pesquisa que recolheu mais de dez mil votos de 100 países, a revista britânica Prospect deu a conhecer na quarta-feira uma lista com aqueles que foram considerados os 65 principais pensadores de 2013. Dos países africanos, há a registar o nome do activista egípcio, Mohamed ElBaradei, prémio Nobel da Paz em 2005. Dos países falantes de língua portuguesa, apenas um brasileiro foi escolhido (41.º lugar). Apenas 15 mulheres foram indicadas, estando a primeira em 15.º lugar, Arundhati Roy, escritora e ativista política indiana. Confira aqui, aqui e aqui.

O discurso da identidade nacional (7)

Sétimo número da série, permanecendo no primeiro número do sumário proposto aqui, a saber: 1. Definição geral. Escrevi no número anterior  que a identidade de superfície pode ser exemplificada, por exemplo, através do bilhete de identidade, do passaporte e dos discursos oficiais. Mas existe a identidade de raiz, a identidade real, a identidade de cada dia, a identidade da terra concreta, a identidade exterior aos slogans políticos, tão mais forte quanto a identidade de superfície for sentida como distante e estrangeira à vida local.
Permitam-me continuar mais tarde. Crédito da imagem aqui.
(continua)

Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (64)

Sexagésimo quarto número de uma série fotográfica de 2012, agora com registos da vila do Zumbo, província de Tete, da autoria de Carlos Serra Jr, na qual, como em séries anteriores, desfilam imagens do microsocial do país. A última série do autor versou sobre Pemba-Metuge, aqui. A próxima terá a Zambézia como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

26 abril 2013

Edição 1007

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (64)
Séries pessoais: A cova não está em Muxúnguè (10); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (27); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (10); Sobre o 15 de Novembro (18); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (7); Como suster os linchamentos? (16); O que é um intelectual? (12); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (45); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (56); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Negócios em Moçambique

Cabeçalhos das mais recentes notícias do mundo de negócios no nosso país, aqui. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.

A cova não está em Muxúnguè (9)

Nono número da série, tendo como guia a Paz de Aristófanes, nesta série aqui e aqui, com base neste sumário. Prossigo no primeiro número: 1. Introdução: o jogo dos lugares-comuns. No número anterior escrevi que entre as imagens, entre os clichés, entre os estereótipos correntes, está este tipo de formulação: a Frelimo não conhece a democracia porque é comunista; a Renamo não conhece a democracia porque só pensa na guerra. É certamente possível encontrar múltiplas variações desta formulação. Por outro lado, temos as boas e recorrentes vontades expressas na sugestão permanente de diálogo. A ideia é esta: dialoguemos e tudo acabará bem. O diálogo surge como contendo em si, só por si, as virtudes terapêuticas da desejada cura da mútua intolerância.
(continua)
Adenda às 6:49: distribuição - melhor dito, redistribuição - de recursos de poder, eis um tema frequente nas análises políticas que faço neste diário. Entretanto, leia este trabalho da "Rádio Moçambique" aqui.
Adenda 2 às 12:26: sobre o nosso país e a propósito do que se passou em Muxúnguè, importe um trabalho com o título "Recursos naturais e um desafio à ordem política estabelecida", no Stratfor, Global Intelligence, aqui. Agradeço ao RC o envio da referência.
Adenda 3 às 6:39 de 26/04/2013: novo encontro Governo/Renamo previsto para segunda-feira, mas com um aparente impasse no tocante ao local. Aqui.

Consumo e risco na África do Sul

"A nova classe média e rica da África do Sul consome com frenesim, mas sobretudo a crédito. E as fracas perspectivas de crescimento levam os economistas a recear uma crise de dívida que afectará o estrato que é, economicamente, o mais dinâmico da população." Aqui.

25 abril 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (64)
Séries pessoais: A cova não está em Muxúnguè (9); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (27); Por que os médicos venceram? (21); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (10); Sobre o 15 de Novembro (18); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (7); Como suster os linchamentos? (16); O que é um intelectual? (12); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (45); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (56); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Por que os médicos venceram? (20)

Vigésimo número da série. Ainda no terceiro número do sumário proposto aqui. 3. A construção popular do conflito. Escrevi que, após ter abordado a construção institucional do conflito e a construção mediática do conflito, tinha chegado o momento de escrever um pouco sobre a construção popular do conflito. Vamos lá, então. As televisões do país apresentaram testemunhos de doentes que se encontravam nas salas de espera dos hospitais públicos. Regra geral, esses doentes diziam algo como: dialoguem lá em cima, mas não nos prejudiquem cá em baixo.
Permitam-me continuar mais tarde.
(continua)

Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (63)

Sexagésimo terceiro número de uma série fotográfica de 2012, agora com registos da vila do Zumbo, província de Tete, da autoria de Carlos Serra Jr, na qual, como em séries anteriores, desfilam imagens do microsocial do país. A última série do autor versou sobre Pemba-Metuge, aqui. A próxima terá a Zambézia como referência. Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.
(continua)

Relatório 2012

Aqui. Leia também um trabalho alusivo no The African Executive, aqui.

25 de Abril

Comemora-se hoje mais um aniversário da revolução dos cravos ocorrida em Portugal a 25 de Abril de 1974. Saiba aqui, veja aqui e recorde a canção do falecido cantor e compositor Zeca Afonso (leccionou muitos anos em Moçambique, em particular na cidade da Beira) que serviu de senha para o início da revolução que levou à queda da ditadura em Portugal e constituiu um passo importante para a independência de Moçambique a 25 de Junho de 1975.

2004/2011: os maiores exportadores mundiais de armas

Confira um relatório em inglês aqui. Uma síntese dos dez maiores exportadores, em português aqui.

24 abril 2013

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local:
* Genéricos: Uma viagem a Mágoè/Zumbo (Tete) (63)
Séries pessoais: A cova não está em Muxúnguè (9); O aguilhão da história (sobre o assassinato do taxista moçambicano) (27); Por que os médicos venceram? (20); Vídeosocial de Maputo (4); A raça das raças (6); Desunidos e unidos (5); O poder de nomear desviantes e vândalos (10); Sobre o 15 de Novembro (18); Produção de pobreza teórica (7); O discurso da identidade nacional (7); Como suster os linchamentos? (16); O que é um intelectual? (12); Democracia formal e prescrição hipnótica (8); Análise da análise (18); Morte dos blogues moçambicanos? (45); A carne dos outros (21); A difícil fórmula da distribuição de consensos (49); Sobre os guerrilheiros do informal em Moçambique (14); Modos de navegação social (21); Ditos (56); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (97)

Estado bicéfalo

Em 1919, numa conferência, o sociólogo alemão Max Weber disse o seguinte: "O Estado é uma comunidade humana que pretende, com êxito, o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território".
Há dias, citado pela "Rádio Moçambique", o primeiro-ministro Alberto Vaquina disse o seguinte na Assembleia da República: "Só o Estado tem direito de usar a força para restabelecer a legalidade e a ordem pública, caso sejam violadas."
O sucedido em Muxúnguè revela que a Renamo disputa ao Estado o monopólio do uso legítimo da força física, importante recurso de poder. A esse nível, provavelmente deseja que as suas bases na Gorongosa sejam consideradas quartéis-generais de direito.
Por hipótese, temos a aspiração renamiana a um Estado bicéfalo - um Estado à Jano -, num momento em que se disputa o controlo de um outro importante recurso de poder, a Comissão Nacional de Eleições.

Morreu Bi Kidude

Provavelmente com 103 anos, morreu no dia 17 a cantora tanzaniana Bi Kidude. Paz à sua alma. Confira uma actuação em 2004 aqui. Agradeço ao RC o envio da referência. 
Adenda às 5:01: morreu também um dos ícones da marrabenta moçambicana, Alberto Mhula. Paz à sua alma.