O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2018 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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30 junho 2011

Proximamente neste diário

O Planalto/30-06-2011

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local: 
* Genéricos: Dossier "Savana" (5) (Edição de 24/06/2011); Sobre ritos de iniciação (21) (Texto de A. Katawala)
* Séries pessoais: Produção social da resignação chapacem (3); Por que brilha o capitalismo? (4); Mudar sem mudar (11); Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique (16); Segregação urbana em Maputo (9); Ditos (10); À mão a comida tem melhor gosto (11); Da cólera nosológica à cólera social (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (56); África enquanto produção cognitiva (30); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (9); Ciências sociais e verdade (12); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Fala como homem

A partir de amanhã os condutores deverão estar munidos das fichas de inspecção de veículos com mais de cinco anos de vida e reboques, mas os chapistas já comunicaram que paralisarão a actividade em protesto contra o início da fiscalização. Mas parece que as coisas não serão severas para com eles - leia "no "Notícias" aqui.
Observação: creio que tudo vai ser concertado no sentido de os chapas - muitos deles, fechados e abertos, são um real perigo diário - circularem temporariamente tal como estão, o que, afinal, é sempre benéfico para o multifacetado jogo do fala como homem a cargo de certos senhores que inspeccionam as estradas.
Adenda às 12:03: sugiro recorde uma série minha de 2009 em sete números intitulada Acidentes de viação e ganhometria, aqui.

Diário da Zambézia

488ª foto (O grande e o pequeno)

O "Moçambique doente" da IURD

A Igreja Universal do Reino de Deus iniciou um ruidosa campanha destinada a "curar" o Moçambique que afirma estar "doente" de "pobreza absoluta", orando - nas palavras de um dos seus bispos -"pelo presidente Armando Emílio Guebuza, pelos ministros e todos que de alguma forma cooperam para o bem-estar da nação”. Confira o portal da IURD em Moçambique aqui e aqui.
Adenda às 10:20: sugiro a leitura de um curto texto em inglês da Agência de Informação de Moçambique datado de 2004, aqui. Para traduzir, aqui.

Produção social da resignação chapacem (2)

Um pouco mais desta curta série.
A partir das ideias feitas, é normal pensarmos, por exemplo, que a inferioridade social das mulheres é provocada pela dominação masculina; que o medo e a passividade são produto da força e do engenho dos tiranos; que a excisão feminina é consequência de uma dominação masculina destinada a privar as mulheres de prazer sexual; que o roubo é provocado pela maldade humana; que, enfim, a maneira desapiedada como as pessoas viajam em chapas fechados e abertos na cidade de Maputo é provocada pela ganância dos chapeiros e seus patrões aliada à falta de transporte.
Foto adaptada daqui.
(continua)

Sobre ritos de iniciação (20) (Texto de A. Katawala)

Legenda: Chegada, província do Niassa
Continuidade do texto do leitor A. Katawala sobre ritos de iniciação no Niassa, dando desta maneira o seu contributo à minha série Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique: "Decorridas cerca de três semanas de retiro no kumbi e com as feridas já curadas e cicatrizadas, celebra-se o Djogo. No acampamento é permitida a entrada das mães, irmãs dos jovens, irmãos não iniciados e outros familiares que, mediante o pagamento de umas moedas aos guardas e assistentes, podem ver os filhos. É um momento de muita alegria para as famílias, pois podia dar-se o caso de um dos participantes ter perdido a vida durante esta fase em resultado de alguma infecção no membro operado. Felizmente são raras estas situações e as famílias celebram o djogo num ambiente de grande festa. Nesta visita fazem os familiares ofertas de alimentos variados e de bebidas caseiras (utobua/cabanga/maheu não fermentada) preparadas para a ocasião; oferecem ainda a lenha que servirá para o aquecimento durante as palestras nocturnas."
(continua)

Virilidade

"A virilidade (...) é uma noção iminentemente relacional, construída para e diante dos outros homens e contra a feminilidade, numa espécie de medo do feminino, primeiramente dentro de si mesmo." (Bourdieu, Pierre, La domination masculine. Paris: Seuil/Essais, 1998, p. 78, itálicos no original, tradução minha). Imagem reproduzida daqui.

Dossier (4) (Edição de 24/06/2011)

Queira conferir a quarta parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 24/06/2011, aqui.
(continua)

História

De um trabalho de Henrique Custódio: "Por que é que, nestes mesmos últimos 20 anos, a economia chinesa tem crescido a uma média de 10% ao ano, a par das chamadas "economias emergentes" como a Índia ou o Brasil? Aí, a "globalização" já não provoca "crises"? Aqui.

29 junho 2011

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local: 
* Genéricos: Dossier "Savana" (4) (Edição de 24/06/2011); Sobre ritos de iniciação (20) (Texto de A. Katawala)
* Séries pessoais: Produção social da resignação chapacem (2); Por que brilha o capitalismo? (4); Mudar sem mudar (11); Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique (16); Segregação urbana em Maputo (9); Ditos (10); À mão a comida tem melhor gosto (11); Da cólera nosológica à cólera social (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (56); África enquanto produção cognitiva (30); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (9); Ciências sociais e verdade (12); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Produção social da resignação chapacem (1)

No século XIX, Karl Marx escreveu num livro chamado Grundisse o seguinte: "Nasce aqui a questão de saber se este problema não prenuncia já a sua falta de sentido e se a impossibilidade de solução não está já contida nas premissas da questão. Frequentemente a única possível resposta é a crítica da questão e a única solução é negá-la."
Acho essa uma boa maneira de nos levar a enfrentar a seguinte pergunta: por que aceitamos ser transportados como gado nos chapas da cidade de Maputo?
Foto adaptada daqui.
(continua)

COSATU e corrupção

Leia um resumo de posições da COSATU sul-africana num relatório apresentado no seu congresso, aquiPara traduzir, aqui.

Cinco categorias de riscos

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico produziu um relatório intitulado "Futuros Choques Globais", alertando para cinco grandes categorias de riscos mundiais: pandemias, ataques cibernéticos, crises financeiras, turbulências civis e tempestades geomagnéticas. Relatório aqui. Para traduzir, aqui.

Risco

Carrinhas-chapa de caixa aberta circulando apinhadas de gente, esta manhã vi várias entrando na Avenida Kim il Sung vindas da Avenida Kenneth Kaunda, cidade de Maputo, apressados condutores estacionando não importa onde para largar passageiros, condições técnicas duvidosas, risco social múltiplo.

487ª foto (O que foi?)

"Democracia verdadeira já"

Movimento 15 M, Indignados, Democracia verdadeira já - vocabulário que requer uma introdução, conferível aqui, aqui, aqui e aqui.

Dossier (3) (Edição de 24/06/2011)

Queira conferir a terceira parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 24/06/2011, aqui.
(continua)

Dois jornais a norte do Zambeze (29/06/2011)

Afeganistão

O discurso do presidente Obama viola uma das suas mais importantes promessas de campanha: "pôr fim à mentalidade que conduz à guerra". Aqui. Para traduzir, aqui.

Negócios em Moçambique

Confira aqui (para traduzir, aqui). Sobre a empresa mencionada, recorde neste diário aqui.

Líbia é o nosso futuro

Um trabalho de Luis Brito no seu blogue com o título em epígrafe, aqui. Para traduzir, aqui.

Zimbabwe: assalariados presos ao microcrédito

Um trabalho de Ignatius Banda em espanhol aqui e em inglês aqui. Para traduzir, aqui.

28 junho 2011

Noé amanhã

Da crónica do eng.° Noé Nhantumbo no "Diário da Zambézia", conferível amanhã neste diário: "Temos que ser realistas e dizer que a União Africana precisa de uma reformulação urgente e de que os preceitos que levaram à sua criação são obsoletos e de nenhuma utilidade para os africanos. É mais um clube a velha Organização da Unidade Africana que serve os líderes e os protege do escrutínio popular. Os africanos estão cansados de aturar e pagar as contas de conferências de governantes que nenhum efeito positivo traz em suas vidas."

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local: 
* Genéricos: Dossier "Savana" (3) (Edição de 24/06/2011); Sobre ritos de iniciação (20) (Texto de A. Katawala)
* Séries pessoais: Por que brilha o capitalismo? (4); Mudar sem mudar (11); Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique (16); Segregação urbana em Maputo (9); Ditos (10); À mão a comida tem melhor gosto (11); Da cólera nosológica à cólera social (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (56); África enquanto produção cognitiva (30); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (9); Ciências sociais e verdade (12); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Saque da madeira

Quando comecei a denunciar neste diário o saque da madeira no país (há centenas de entradas a esse respeito), houve quem tivesse duvidado, quem tivesse ficado escandalizado. Em 2007, por exemplo, alertei para a situação na Zambézia. Hoje o saque já se tornou rotina e aparentemente a surpresa desapareceu, apesar das seis nutridas colunas (e uma foto a quatro) em primeira página que o "Notícias" de hoje dedica ao fenómeno naquela província. Para a edição digital do jornal, confira aqui.

Vavi e a elite

Secretário-geral da COSATU, Zwelinzima Vavi, sobre o que, segundo vários órgãos de informação, chamou "poderosa, corrupta, predadora elite" que, combinada com uma "agenda conservadora populista", emergiu nos últimos três anos e meio na África do Sul. Aqui, aqui e aqui. Para traduzir, aqui. Recorde neste diário quatro postagens alusivas a Vavi, aqui.

Situação económico-política em Moçambique

Custo de vida e boom mineiro não beneficiando a "maioria da população" poderão originar "agitação popular" em Moçambique - de acordo com a edição deste mês do Economist Intelligence Unit dedicada ao nosso país, resumida em português aqui. Confira o portal da unidade aqui, aqui, aqui e aqui. Logo abaixo, sumário de uma avaliação datada de 7 do corrente mês, com sublinhados meus (para traduzir, aqui; para ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato)

Mudar sem mudar (10)

Décimo número da série. A suposta luta contra o racismo através de (1) quotas raciais de acesso institucional, (2) modelo de gestão social excludente do tipo acção afirmativa e (3) produção de identidades e culturas racializadas consideradas sui generis, é, em meu entender, um dramático campo nas relações sociais. O grande problema continua a ser que tudo muda sem nada mudar. Isto, para lembrar a famosa frase de Tancredi no Il Gattopardo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa: Tudo deve mudar para que tudo fique como está.
Já agora, recorde aqui:
(continua)

Sobre o básico alimentar (3)

O término desta curta série.
A cesta básica pode ser encarada de muitas maneiras. Creio que a maneira quase exclusiva de a analisar consistiu e consiste em saber se ela abrangeria um número significativo de carentes.
Não nos colocámos estoutras três questões: (1) quem estabeleceu que os produtos básicos são os que foram indicados? (2) quem estabeleceu que os carentes não precisam, por exemplo, de peixe de primeira ou de carne de vaca? (3) Foram eles ouvidos?
Representações sociais, etiquetas e definições são alguns dos campos mais delicados e disputados na construção social e classista das nossas vidas.
(fim)

Sobre ritos de iniciação (19) (Texto de A. Katawala)

Legenda: Parentes aguardando, província do Niassa
Continuidade do texto do leitor A. Katawala sobre ritos de iniciação no Niassa, dando desta maneira o seu contributo à minha série Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique: "Decorrido o período de instrução a que os jovens estiveram sujeitos no retiro, celebra-se uma outra cerimónia onde, depois de lavados e vestidos com as melhoras roupas e embelezadoscom os mais belos objectos de adorno, são baptizados seguindo um ritual islâmico. Com o baptismo, o jovem recebe um novo nome (nome do Unyago) assinalando assim uma nova identidade. A partir desse momento deverá ser recebido e tratado como um adulto."
(continua)

O discurso competente

Dossier (2) (Edição de 24/06/2011)

Queira conferir a segunda parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 24/06/2011, aqui.
(continua)

Dois jornais a norte do Zambeze (28/06/2011)

Risco de explosão de bolha de crédito

Segundo a Rádio França Internacional: risco de explosão de bolha de crédito nos países "emergentes", aqui; inflação na China e na Índia, aqui; sobre promessas de empregos para combater o aumento de preços e o desemprego na China, aqui; sobre inflação no Brasil, aqui.

27 junho 2011

Antiracismo com racismo

Sugestão: a propósito do título, confira amanhã o número dez da minha série Mudar sem mudar.

Postagens na forja

Eis alguns dos temas que, progressivamente, deverão entrar neste diário a partir da meia-noite local: 
* Genéricos: Dossier "Savana" (2) (Edição de 24/06/2011); Sobre ritos de iniciação (19) (Texto de A. Katawala)
* Séries pessoais: Sobre o básico alimentar (3); Por que brilha o capitalismo? (4); Mudar sem mudar (10); Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique (16); Segregação urbana em Maputo (9); Ditos (10); À mão a comida tem melhor gosto (11); Da cólera nosológica à cólera social (10); O que é Moçambique, quem são os Moçambicanos? (56); África enquanto produção cognitiva (30); Linchar à luz do dia: como analisar? (5) Indicadores suspeitos e comoção popular (11); Vassalagem (4); Cientistas sociais são "sacerdotes"? (9); Ciências sociais e verdade (12); Moçambique dentro de 30 anos (série) (6) (recordar aqui e aqui)

Imbróglio burcado

Dirigentes islâmicos estão contra o vedamento de assistência às aulas de alunos usando burca. Uma decisão estatal pode rapidamente dar origem a um protesto de coloração religiosa forte. Um imbróglio burcado, este. Recorde neste diário os resultados de um questionário, já encerrado, sobre o uso da burca, aqui. Sobre o que são burca e niqab, confira aqui e aqui. Sobre proibições de uso, aqui. Amplie a imagem abaixo clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

486.ª foto (Jovem aprendiz de canoagem)

Mudar sem mudar (9)

Nono número da série. A matriz da luta antiracial consiste não em trabalhar sobre os mecanismos infra-estruturais do sistema social que produz e reproduz a visão racial, mas em defender a paridade das raças, em defender que as raças têm os mesmos direitos. Diferentes, mas iguais - para usar um cliché da moda. Nesta óptica, o problema não está na raça em si, mas na distribuição desigual de direitos raciaisContinuamos, também aqui, no campo das acções-aspirina de Paulo Freire. No próximo número procurarei explorar mais alguns aspectos deste delicado tema e mostrar como o antiracismo é, muitas vezes, um mero biombo do racismo, seja este ofensivo ou defensivo.
(continua)

"Estamos fartos"

Instabilidade política no Senegal - veja vídeo com legendagem em português aqui -, onde o rap parece assinalar o início de um protesto generalizado a cargo da juventude com o lema "Estamos fartos" - um trabalho no GuinGuinBali, em espanhol aqui. Para traduzir, aqui.

Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique (15)

Desinstalemos os mitos (Sebastião Alba)
O décimo quinto número desta série, suscitada por textos aqui e aqui.
Prossigo no quarto ponto do sumário que vos propus, intitulado Ritos de iniciação na Zambéza: nluga e muáli.
A maneira de tratar os pais e de educar os filhos - um campo iniciático importante. Aos pais competem os assuntos normais, aos padrinhos os assuntos mais importantes e aos anciãos as correcções graves. Walaga ana, assim se chama esta parte da educação.
A educação iniciática dedica igualmente tempo à aprendizagem das regras e da maneira de trabalhar. Aos homens compete a construção das estruturas e do telhado das casas e dos currais, a derruba e os trabalhos mais pesados do campo, a caça e a pesca, a defesa dos povoados, as viagens, os artesanatos de um certo tipo, a ajuda à mulher quando grávida.
Prossigo mais tarde.
(continua)

Sobre o básico alimentar (2)

Um pouquinho mais desta curta série.
Recordo: os beneficiários da cesta pagariam menos na aquisição de produtos de primeira necessidade. Eis, citado pelo portal do governo, o que afirmou à Rádio Moçambique um membro da equipa que preparava a cesta: O Governo vai apenas subsidiar a aquisição do cabaz mensal das famílias quando os preços estiverem em alta. Portanto, temos preços de referência e preços de mercado. O que acontece é que as pessoas vão pagar os preços de referência e o Estado vai suportar a diferença”.
O subsídio da cesta básica cobriria o seguintes produtos: cereais (arroz e farinha de milho), pão, peixe de segunda, óleo alimentar, açúcar e feijão.
Esses são os termos de referência, o quadro oficialmente estipulado sobre os produtos de primeira necessidade das pessoas consideradas mais carentes nas cidades do país.
(continua)

Um editorial

Do editorial do jornal "Faísca" editado na província do Niassa, com o título "O papel do 1º secretário distrital!": "Nos dias de hoje, estes primeiros secretários, viraram o disco e actuam como sabotadores dos distritos que dirigem! Com os 7 milhões de Meticais, estes senhores fazem tudo para encostar o executivo distrital na parede para facilitar este e aquele projecto. Temos visto nos relatórios que há fraco reembolso dos 7 milhões de Meticais nos 16 distritos da província do Niassa. Este fraco reembolso se deve em parte à cor partidária dos que recebem o dinheiro. Basta que o administrador distrital se mostre desfavorável aos desejos do primeiro secretário, e é motivo para uma onda de contestação. Quando os motivos técnicos não são encontrados, a opção é partir para a militância política do administrador. Até são capazes de dizer que fulano é do MDM, já que a RENAMO perdeu peso! É nestas artimanhas que vimos distritos a ficarem estagnados quando em cinco anos receberam 35 milhões de Meticais no âmbito do Fundo de Desenvolvimento Distrital." Aqui.

Crise terminal do capitalismo?

De um texto de Leonardo Boff com o título em epígrafe: "Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o gênio do capitalismo de sempre adapatar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação." Prossiga a leitura aqui.

Teses sobre professorado primário em Moçambique

Teses de mestrado em Educação defendidas por Moçambicanos no Brasil sobre o professorado primário no nosso país, aqui, aqui, aqui e aqui.

Sobre ritos de iniciação (18) (Texto de A. Katawala)

Legenda: Parentes aguardando, província do Niassa
Continuidade do texto do leitor A. Katawala sobre ritos de iniciação no Niassa, dando desta maneira o seu contributo à minha série Sobre ritos de iniciação feminina à maturidade em Moçambique: "Muito se tem falado das cerimónias de iniciação feminina e o facto de ainda ser um tema tabu dá espaço para alimentar toda esta especulação e eu entendo por quê: é que, normalmente, a sexualidade feminina foi sempre protegida e, em certa medida, controlada pela moral, ainda hoje isso ocorre. Sendo a figura central do núcleo familiar, a educadora e a garante da nossa continuidade, a mulher deve ser digna, respeitosa e respeitada como a "Santa Virgem". Quando retiramos esta protecção e esse controlo, a sexualidade cai numa vulgaridade como a sexualidade da mulher de vida fácil (por isso é que a menina ou a mulher de rua tem nome). É quase do mesmo modo que se erguem vozes contra este tipo de práticas, sob o "medo" de vulgarizar a sexualidade da mulher."
(continua)

Dossier (1) (Edição de 24/06/2011)

Queira conferir a primeira parte de um dossier com peças do semanário "Savana" datado de 24/06/2011, aqui.
(continua)

26 junho 2011

Dez

Entre a meia-noite e quinze e a meia-noite e cinquenta e cinco, hora local, entrarão dez postagens neste diário, com um largo espectro analítico e informativo a nível nacional e internacional.  Desejo-vos boa leitura e um excelente 27 de Junho.