O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2016 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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09 dezembro 2016

Para que servem os partidos políticos?

"Para que servem os partidos políticos?" - esse o tema-pergunta de mais um número da coleção Cadernos de Ciências Sociais da Escolar Editora que começará ser preparado por [pela sequência das fotos em epígrafe] Edalina Sanches (Portugal), Antonio Ozaí da Silva (Brasil), Patrícia Tomás (Portugal) e Cristiano Bodart (Brasil).

Os dois muros

Temos dois muros em nós, o muro físico e o muro psicológico. O muro físico é o nosso corpo, com ele temos instintivamente a noção táctil, de que os outros estão fora de nós. O muro psicológico é o muro físico pensado, tornado mente, aquele através do qual aceitamos certas pessoas e recusamos outras. É fácil transpor os muros físicos, mas é impossível transpor os psicológicos.

08 dezembro 2016

Godot nunca mais chega

Se, na peça de Samuel Beckett, Godot não chega e não se sabe quando chegará, na peça da política moçambicana também não se sabe quando a paz chegará. Acontece que as delegações do Estado e da Renamo decidiram criar um novo grupo de trabalho para elaborar os princípios da descentralização, confira aqui.
Adenda às 04:18:enquanto as reuniões políticas se sucedem interminavelmente ao nível da comissão mista, as emboscadas não ficam atrás, tal como reporta o "Diário de Moçambique", editado na cidade da Beira, aqui.

Publicidade

A publicidade é uma fábrica de ideologia e de estereótipos. A nível comercial ou político, a sua função básica consiste em adaptar o cidadão a uma certa ordem do mundo e a cauterizar nele os núcleos de dúvida e resistência. O objectivo último não é o de fazer pensar, mas o de ensinar a ser pensado, anestesiado.

Distância

Que distância abissal entre o tempo do telefone com fios e da escrita com máquina de escrever e este cibertempo instantâneo feito de bytes e de arquivos imateriais.

07 dezembro 2016

Saiba sobre Moçambique

Saiba sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, com data de hoje, aqui.

A propósito do conhecimento

Por séculos, a divisão social do trabalho no modo capitalista de produção e distribuição deu origem a uma classe especializada na produção e na disseminação de um determinado tipo de conhecimento: a classe dos académicos. Ancorada na convicção de um conhecimento superior da realidade natural e social, esta classe da aristocracia epistemológica tem sido responsável por um enorme epistemicídio em relação às formas de conhecimento populares. É neste sentido que falo de racismo académico.

Jacques Rancière sobre a extrema-direita

De uma entrevista dada por Jacques Rancière: "[...] a extrema-direita volta a ter êxito na sua evocação de símbolos identitários muito primitivos, muito elementares [...]." Aqui.

O optimismo de Ragendra de Sousa

Leia a continuidade do texto no Wamphula Fax, editado na cidade de Nampula, com data de hoje, aqui. Se quiser ampliar a imagem em epígrafe, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato.

06 dezembro 2016

Comunicado do BM

Leia um comunicado do Banco de Moçambique alusivo ao Moza Banco, aqui.

Metical

Muito devagar, mesmo muito devagar, muito timidamente, o metical parece ganhar algum terreno.

A maior apreensão de sempre no país

Wamphula Fax, editado na cidade de Nampula, de 06/12/2016. Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: na terceira linha do texto onde está "touro" devia estar "toro".
Adenda às 11:44tempos houve em que abordar no país a desflorestação era considerado, por alguns cavaleiros andantes do tudo está bem, acto de lesa-pátria, exercício de macomunação com a estranja maquiavélica. Mas faz já alguns anos que se multiplicam os relatos pungentes e frontais sobre o desalmado saque florestal do país. Neste diário há desde 2007 centenas de postagens sobre esse saque.

Cinco livros a lançar no primeiro trimestre de 2017

Desde 2013, 21 livros desta coleção internacional publicados pela Escolar Editora. Amplie a imagem acima clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

05 dezembro 2016

Mentalidade de mata-borrão [8]

Sétimo número da série aqui. Escrevi um pouco sobre dois fenómenos: [1] generalização abusiva de uma posição individual ["VLO diz que..."] e [2] generalização abusiva retroactiva ["...mais sete sapos estão em apuros"]. Falta agora considerar um terceiro fenómeno, a generalização abusiva por informação incompleta [o Sr Piquote não tem provas de que mais sapos estão em situação crítica].

No "Savana" 1195 de 02/12/2016, p.19

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser feito tal como grafei.

Com o "Faísca" no Niassa

Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do ratoNota: em Yaawokucela significa amanhecer. O jornal Faísca é editado em Lichinga, capital provincial do Niassa. Sobre a província do Niassa, confira aqui.

04 dezembro 2016

Uma coleção

Já estão editados 21 livros desta coleção nascida em 2013, todos também disponíveis em Maputo. Amplie a segunda imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

03 dezembro 2016

Atenção aos boatos

Lenda urbana, boato ou rumor é "um relato anónimo, breve, com múltiplas variantes, de conteúdo surpreendente, contado como verdadeiro e recente num meio social do qual exprime de maneira simbólica os medos e as aspirações." (in Renard, Jean-Bruno, Rumeurs et légendes urbaines. Paris: PUF, 2006, 3.e éd., p.6). 
Anúncio inserto no "Notícias" de 03/12/2016, p.7.

Uma coluna semanal

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1195, de 02/12/2016, disponível na íntegra aqui: