O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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23 janeiro 2017

No "Savana" 1202 de 20/01/2016, p.19

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser feito tal como grafei.

Em momentos de crise o discernimento não funciona

Uma frase do Papa Francisco inserida numa entrevista que deu ao "El País", a conferir aqui.

22 janeiro 2017

Saiba sobre Moçambique

Saiba sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, com data de hoje, aqui.

Corrupção

Uma reportagem do semanário "domingo" sobre corrupção na Águas da Região de Maputo, aqui e aqui.

Uma coleção internacional

Visite o portal da editora aqui. Amplie a segunda imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

A guerra e a paz no século XXI

Com o título em epígrafe, um texto de Pablo González Casanova a conferir neste portal aqui.

21 janeiro 2017

Instrumentos politicamente úteis

Os exercícios de atribuição de causas aos fenómenos são sempre fascinantes. Existem muitas instâncias para o seu estudo, por exemplo as páginas na internet de certas igrejas. A concepção sistemática de que os problemas sociais são provocados pelo diabo (ser ignóbil despojado da sua dimensão social e capaz de fazer não importa que mal) é um dos capítulos maiores da imputação, especialmente no que concerne a certas igrejas neopentecostais mais milagreiras. Associado está o castigo horrível do fogo no inferno. Assim temos instrumentos que são politicamente úteis e dispensam bastões e espingardas.

Uma coluna semanal

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1202, de 20/01/2017, disponível na íntegra aqui.

20 janeiro 2017

Gâmbia

As mais recentes notícias políticas sobre a Gâmbia, um pequeno país da África Ocidental, aqui.
Adenda às 6:20 de 21/01/2017: actualização aqui.

Donald Trump

Um texto de John Carlin com data de hoje sobre o novo presidente americano, Donald Trump, em espanhol aqui e em inglês aqui.
Adenda às 06:19 de 21/01/2017: leia este artigo sobre o que ele disse na tomada de posse ontem, aqui.
Adenda 2 às 20.05: sobre uma marcha feminina em várias cidades americanas hoje, confira aqui.

Amanhã na íntegra neste diário

Um editorial

Sugiro leia um editorial do "Magazine Independente" digital intitulado "Por uma sociedade bem-educada", creio que escrito por Lourenço Jossias, aqui.

Negócios em Moçambique

Em epígrafe os cabeçalhos das três mais recentes notícias do mundo dos negócios em Moçambique segundo o Africa Intelligence, a conferir aqui. [amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]

19 janeiro 2017

FMI desmente

De um despacho da "Agência de Informação de Moçambique": "O Fundo Monetário Internacional (FMI) desmente categoricamente as declarações veiculadas por alguns órgãos de comunicação moçambicanos afirmando que o FMI teria acusado o governo de esconder a existência de mais 'dívidas ocultas'." Aqui.
Adenda às 07:34 de 20/01/2017: isto mostra bem o cuidado que é necessário ter no consumo de informação em jornais e redes sociais, especialmente em momentos de intranquilidade social.

A busca de bodes expiatórios no futebol [6]

Quinto número aqui. Finalmente, o quarto e último ponto do sumário, a saber: 4. Desvalorização do valor das equipas adversárias. No bojo da imputação aos árbitros dos problemas internos, habita um fenómeno mais amplo: a descredibilização dos valor das equipas adversárias. Na verdade, o mérito da estratégia e da táctica adversárias é completamente desvalorizado. 

Sobre o peso político na seleção das figuras do ano [4]

Terceiro número aqui. Figuras do ano são heróis e heroínas escolhidos em função de determinados critérios. Heróis e heroínas são seres que, com o tempo, unificámos psicológica e socialmente numa matriz comportamental única e virtuosa, da qual eliminámos os defeitos e, até, as qualidades humanas comezinhas. Mas mais: em quem, muitas vezes, hipervalorizámos um aspecto de conduta (que pode ser motivo de retrabalho permanente e de acréscimo) deixando outros na penumbra ou na completa penumbra. Estas as razões por que certos heróis podem ser iminentemente políticos ou completamente políticos. Os heróis criados por grupos dirigentes, estatais e/ou políticos, através dos seus produtores e conformadores de opinião,  podem não ser adoptados pelos cidadãos, podem não ter significado afectivo e comportamental para os cidadãos. E mais uma hipótese a testar: quando mais cheios de densidade política forem os períodos históricos, mais politizada é a produção dos seus heróis.

18 janeiro 2017

Letalmente diferente

Tenho para mim que, por regra, as pessoas que defendem o direito ao pensamento diferente o fazem de forma honesta e frontal. Porém, importa ter cuidado com a generalização incauta desse princípio, cada vez mais generalizado. Na verdade, assassinos, tiranos, fascistas, terroristas e outros discípulos do crime também pensam de forma diferente. Letalmente diferente.

Paz e guerra das trincheiras políticas em Moçambique [6]

Quinto número aqui. No numero anterior escrevi que a luta por recursos de poder constitui a coluna vertebral da luta partidária e que ela é invariavelmente travada entre os já estabelecidos na gestão dos recursos e os candidatos a essa gestão. É nesse sentido que a luta assume as características de uma guerra de trincheiras, trincheiras políticas, com avanços e recuos, ameaças e compassos de espera, endurecimentos e concessões, intenções visíveis e intenções invisíveis, cada lado procurando ocupar a terra de ninguém e destruir o arame farpado analítico do adversário. Comunicados e conferências de imprensa preenchem o campo dos obuses simbólicos.

17 janeiro 2017

O peso das inércias

Das mais variadas maneiras e nos mais variados contextos fazemos uso de termos cujo significado julgamos claro, compreensível e independente do questionamento. Mesmo ao nível ao discurso erudito é visível o peso do simplismo, das inércias acomodantes, do conforto do deixar andar analítico. Por exemplo, termos e expressões como violência, paz, ideologia, desenvolvimento, pobreza, relações políticas, sociedade civil, direitos humanos, economia, etc. 

Sociedade civil

É diário no país o recurso a expressões do género: "Estiveram presentes o ministro..., directores nacionais, partidos políticos, sociedade civil, dirigentes da empresa, professores, jornalistas..." Etc.
Adenda: como é enorme a imprecisão acrítica no consumo de expressões habitadas pela famosa "sociedade civil"!