Blogue seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas e todos vós, para as vossas famílias, os meus votos de um feliz 2015, habitado pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre. Índico abraço.
Myspace Layouts
<div style="background-color: none transparent;"><a href="http://www.rsspump.com/?web_widget/rss_ticker/news_widget" title="News Widget">News Widget</a></div>

22 dezembro 2014

Allo Paola

Vejam um blogue com o título em epígrafe no tumblr, aqui.

O que é poder político?

Está em formação a equipa multinacional que irá preparar mais um número da coleção "Cadernos de Ciências Sociais", da Escolar Editora, com o título em epígrafe.

No "Savana" 1093 de 19/12/2014, p.19

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do ratoNota: "Fungulamaso" (abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser obtido tal como grafei.
Adenda: também na rubrica Crónicas da minha página na "Academia.edu", aqui.

21 dezembro 2014

Dhlakama ameaça

"A partir de Fevereiro, o povo vai experimentar uma nova governação, da Renamo” - terá afirmado Afonso Dhlakama segundo a "Lusa", aqui.
Adenda: o tema não consta das manchetes da "Rádio Moçambique" no seu noticiário das 19:30, neste momento em curso.
Adenda 2 às 19:43: recorde aqui.

Aforismando

Quanto mais capaz és de aceitar e de gerir a diferença social que não humilha nem explora, mais capaz és de dar à verdadeira democracia os carris de que carece.

Diário

Outrora um diário era um instrumento íntimo no qual o autor ou a autora registava o dia-a-dia da sua vida. As cidades, a electrónica e a internet transformaram o diário num instrumento público, franqueado a todos. Do blogue ao facebook, na luta contra o anonimato das multidões, com texto e fotos, no barco dos "likes", as pessoas dizem: reparem que existo, que tenho uma identidade. (imagem reproduzida daqui)

Frágeis são as almas quando o dinheiro comanda a vida

Moradias que fazem parte da história arquitectónica desta cidade foram destruídas ou estão a sê-lo, para dar lugar a prédios. Duas, geminadas, foram destruídas na Avenida Friedrich Engels; outra, na Rua de Chuinde, perpendicular à Engels. Um pouco por todo o Bairro da Polana (mas não só) os sinais do historicídio são cada vez mais visíveis. Consta-me (mas preciso absolutamente de acreditar que isso é boato) que também vai desaparecer o velho e nobre restaurante Piripiri, na Avenida 24 de Julho.
ComentárioNum dos seus livros, o ensaísta, crítico literário, tradutor, filósofo e sociólogo Walter Benjamin analisou um quadro de Paul Klee chamado "Angelus Novus". Segundo Walter, o anjo apenas via ruínas na estrada do progresso. Para ele, o progresso era uma tempestade. Talvez pudesse dizer que estamos perante um anjo pessimista que nada compreendia da modernidade em seu misto de paradoxo e contradição. Talvez eu seja uma pobre versão local do anjo passadista de Klee ao lamentar que uma parte importante das zonas verdes da cidade de Maputo esteja a desaparecer rapidamente, substituída por condomínios e moradias de luxo. Talvez, ainda, eu seja um conservador ultrapassado pela história do desenvolvimento ao verificar que o mangal da Costa do Sol está a ser trocado por condomínios de luxo. Talvez eu seja uma voz ultrapassada pela modernidade ao ver a morte diária da história arquitectónica desta cidade. Tudo o que é sólido se desfaz - escreveram Marx e Engels há mais de 150 anos. Se sofrer por ver verde, mangal e antigas moradias "desfazerem-se" é um acto de conservadorismo, então sou profundamente conservador. Absolutamente conservador por ver ruir o que era sólido e história na cidade de Maputo. Frágeis são as almas quando o dinheiro comanda a vida.

Resultados eleitorais e teses preguiçosas (21)

Vigésimo primeiro número da série. Trabalhando sempre com hipóteses, entro no quinto ponto dos seis pontos sugeridos aqui, a saber: 5. Lógicas populares: da abstenção ao voto formal. Este é um ponto importante, um ponto no qual habita a caixa negra das decisões que as pessoas tomam quando votam, mesmo que não votem. O que pretendo dizer com tão enigmático tom?
(vide Serra, Carlos [dir], Eleitorado incapturável, Eleições municipais de 1998 em Manica, Chimoio, Beira, Dondo, Nampula e Angoche. Maputo: Livraria Universitária, 1999, pp.43-243)

20 dezembro 2014

Exército privado da Renamo na estrada

Segundo o "Notícias" digital de 18 do corrente mês, citando uma fonte governamental, a polícia interceptou no dia 14, cerca das 14.00 horas, "um grupo de 22 homens armados da Renamo, dos quais sete uniformizados e armados, transportados em três viaturas, foram interceptados pela Polícia no posto de controlo do rio Save, quando se movimentavam vindos da província do Niassa com destino a Vilankulo, província de Inhambane, a fim de receberem o presidente do partido que iria iniciar a visita na zona sul." Aqui. Segundo o mesmo jornal, a polícia interceptou ontem, dia 19, na cidade de Xai-Xai, em Gaza, "uma carrinha transportando homens armados pertencentes à guarda de Afonso Dhlakama." Aqui.
Comentário: é a gestão de um exército privado que permite à Renamo e ao seu presidente, Afonso Dhlakama, negociar e exigir no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano na cidade de Maputo uma bipartidarização imediata de recursos de poder e prestígio.

As 600 mil de Muchanga

Citado pelo "O País" digital, o porta-voz da Renamo, António Muchanga, afirmou que o Fundo da Paz e Reconciliação Nacional no valor de dez milhões de dólares é insuficiente para 600 mil pessoas, entre desmobilizados e familiares, "isto não dá para nada" - assegurou. Aqui.
Comentário: além de mostrar ser um notável apreciador da estatística dos grandes números, o Sr. António Muchanga é uma pessoa que revela sentir que o dinheiro deve jorrar naturalmente, liquidamente, em grande abundância. Especialmente agora que a dívida pública de Moçambique está próxima dos 40% do PIB.

"À hora do fecho" no "Savana"


Na última página do semanário "Savana" existe sempre uma coluna de saudável ironia que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1093, de 19/12/2014, disponível na íntegra aqui:
Nota: de vez em quando perguntam-me por que razão o ficheiro está protegido com senha e marca de água. Resposta: para evitar que os ávidos parasitas do copy/paste/mexerica o copiem, colocando-o depois no seu blogue ou na sua página de rede social digital com uma indicação malandra do género "Fonte: Savana". Mas, claro, um ou outro é persistente e consegue transcrever para o word certos textos, colocando-os depois no blogue ou na rede social, mas sem mostrar o verdadeiro elo. Mediocridade, artimanha e alma de plagiador são infinitas.

19 dezembro 2014

Na festa da "Mediacoop"

A "Mediacoop", empresa proprietária dos jornais "Savana" e "mediaFAX" e da "Rádio Savana", realizou hoje a sua festa de final do ano, juntando jornalistas, funcionários e, entre os convidados, colaboradores. Algumas imagens abaixo:
Na foto acima estão, da esquerda para a direita: José Coelho, director comercial da "Mediacoop"; Naíta Ussene, fotógrafo e membro do Conselho de Administração da "Mediacoop"; Fernando Gonçalves, editor do "Savana"; Maya, filha de Fernando Lima, jornalista e presidente do Conselho de Administração da "Mediacoop".
Na foto acima estão, da esquerda para a direita: o autor deste blogue, colaborador do "Savana"; Francisco Carmona, editor executivo do "Savana"; Fernando Manuel, jornalista do "Savana"; Eric Charas, director do jornal "@Verdade"; e Machado da Graça, colaborador do "Savana".
Da esquerda para a direita: o autor deste blogue, Francisco Carmona, Fernando Manuel e Eric Charas.
O autor deste blogue, Francisco Carmona e Fernando Manuel.

Dívida pública de Moçambique

A dívida pública de Moçambique corresponde agora a 36% do PIB e tem sido relacionada com o programa de construção de infra-estruturas e com a elevada folha salarial no Aparelho do Estado. Aqui.

Como descrever esta barbaridade?

Como descrever esta barbaridade relatada aqui?

Lá na província do Niassa

Versão digital do jornal, onde se lê no topo "segunda-feira", deve ler-se "sexta-feira". Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Amanhã neste diário

O problema

O problema está quando, numa intensa luta (real ou imaginada) por recursos de poder considerados raros e vitais, as representações passivas, verbais, internas, se tornam activas, físicas, externalizadas, fazendo do aniquilamento do outro o fecho da abóboda da rejeição.

Negócios em Moçambique

Cabeçalho da mais recente notícia do mundo de negócios em Moçambique aqui.

18 dezembro 2014

Travar o acesso dos adversários

Quem detém o poder político tudo fará para travar o acesso dos adversários, não importa por que meio, a que nível e onde, tudo fará para convencer sobre a naturalidade do usufruto desse poder, para tornar universais os interesses particulares, evacuando a história da história, procurando anestesiar as mentes, protegendo duramente o seu território de recursos de poder.

Esconder a ideologia

"(...) os grupos ou classes dominantes tendem a esconder sua ideologia (e, portanto, seus interesses) e terão por meta fazer que esta seja, em geral, aceite como um sistema de valores, normas e objectivos "geral" ou "natural" - Dijk, Teun A. van, Discurso e poder. São Paulo: Editora Contexto, 2008, pp. 47-48.

17 dezembro 2014

Aforismando

Quanto mais fortes são as paixões partidárias, mais pobres são as análises políticas.

Uma coleção também à venda em Maputo

Amplie as imagens clicando sobre elas com o lado esquerdo do rato.

Nem o diabo os quer

Em nome de um deus, de um credo e de uma cartilha, assassinam o futuro e as suas sementes, as crianças. Nem o diabo os quer, a estes terroristas.

A história repete-se com Renamo e Dhlakama

Não há nada de absolutamente novo na linguagem da Renamo em geral e do seu presidente, Afonso Dhlakama, em particular, em relação às eleições. Por exemplo, eis um extracto de uma postagem deste diário datada de 07 de Janeiro de 2009, alusiva às eleições autárquicas de 2008"[...] o "Magazine Independente" apresenta, hoje também, em grande manchete, o presidente do partido, Afonso Dhlakama [...], afirmando que não vai reconhecer os resultados, podendo "não entregar as autarquias sob sua gestão". De acordo ainda com o semanário, Dhlakama ameaça "desencadear uma desobediência civil, caso as suas reivindicações não sejam acatadas", sugerindo que "a Frelimo encete negociações políticas com a Renamo com vista a evitar uma situação política incontrolável no País" (p. 2)." Aqui.
Adenda: a 08 deste mês, escrevi numa postagem o seguinte: "[...] Pode acontecer (mera hipótese) que, desta vez, a elite pretoriana desse partido [Renamo, CS] ponha efectivamente em funcionamento um governo alternativo (em anos anteriores tentou, sem êxito, o chamado governo sombra) que, pelo desgaste provocado por uma programada campanha de desobediência civil, obrigue o Estado a fazer concessões mais profundas e rápidas em termos de redistribuição de recursos de poder e prestígio." Aqui.

Busca do sagrado pronto-a-vestir

Uma pedra angular do culto da personalidade é a busca do sagrado, do sagrado terreno, do sagrado profano, do sagrado pronto-a-usar.
Assim, seres humanos como nós são idolatrados como se deuses fossem, são ritualmente colocados em pedestais sacralizados, reverenciados como se de entidades supra-humanas fossem, cumprimos cegamente - e, quantas vezes, alegremente - as suas ordens, reproduzimos mimeticamente os seus dizeres. Seus escritórios, seus carros, seus adereços: tudo isso é matéria de culto ferveroso e permanente. Um mercedes último modelo, por exemplo, torna-se um altar em nossas almas sequiosas; o seu utente, um pequeno deus adorado.
Em múltiplas oportunidades da nossa vida diária, seja no contacto físico, seja através dos órgãos de informação, estamos confrontados com o incessante culto sacro-chefal. Esse culto tanto é produto dos mecanismos ideológicos (entre os quais está compreendida a produção do medo social) postos em acção pelas hostes burocráticas dos chefes, quanto das nossas necessidades e dos nossos interesses.
Por hipótese, quanto mais fraco é o coeficiente de crítica social, mais forte e indiscutível é esse culto, mais reverencial, mais idolatrante é a sociedade.

História da modernidade

"A história da modernidade é a história da afirmação crescente da consciência contra a lei do príncipe, do costume, do interesse, da ignorância e do medo." - Touraine, Alain, O retorno do actor, Ensaio sobre sociologia. Lisboa: Instituto Piaget, 1996, p.28.

16 dezembro 2014

Prismas

Respectivamente aqui e aqui.
Adenda às 04:49 de 17/12/2014: a paisagem primástica amplia-se, confira aqui:

A festa do Centro de Estudos Africanos ontem

Ontem à tarde, no restaurante do rés-do-chão do seu edifício, campus universitário principal da Universidade Eduardo Mondlane, o Centro de Estudos Africanos realizou a sua festa agrupada e antecipada de Natal e de fim-de-ano. Abaixo, algumas imagens alusivas.
Acima, o Director do Centro, Professor Armindo Ngunga, no acto de distribuição de certificados de mérito a funcionários da Universidade Eduardo Mondlane pelo trabalho realizado quando da III Conferência Internacional do CEA, ocorrida nos dias 19 e 20 de Novembro. Do seu lado esquerdo está Susana Maleiane, directora-adjunta para Administração e do lado direito, Olívia Chiziane.
Acima, D. Sária Algy recebendo o seu certificado.
Acima, D.Verónica, funcionária reformada da Direcção de Finanças, após receber o seu certificado.
Acima, o autor deste blogue recebendo o seu certicado da mãos do Professor Ngunga.
Acima, o autor deste blogue e o designer Sérgio Tique da Imprensa Universitária.
Acima, o autor deste blogue, Ana Laura do centro de marketing da Universidade Eduardo Mondlane e Sérgio Tique.
Junto ao monumento do Centro de Estudos Africanos, da esquerda para a direita: Ilda Jotamo, o autor deste blogue, Sérgio Tique e Olívia Chiziane.
Idem, com a seguinte ordem: Olívia Chiziane, o autor deste blogue, Sérgio Tique e Ilda Jotamo.