O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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24 março 2017

Hipóteses sobre engenharia política em Moçambique [1]

O grande actor político comanda o real pelo imaginário – Balandier, Georges, Le pouvoir sur scènes. Paris: Balland, 1980, p. 15.
1. Aproximam-se os anos eleitorais do país, 2018 e 2019. Eis por que me parece oportuno propor algumas hipóteses sobre engenharia política, mas sem identificar partidos e pessoas.

Resultados oficiais de um concurso

Os resultados oficiais da primeira edição do Prémio Escolar Editora de Ciências Sociais, dedicada a Moçambique, são consultáveis aqui e, no facebook, aqui. Brevemente estará disponível o regulamento da segunda edição, desta feita para todo o mundo académico falante de português. [amplie a imagem em epígrafe clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato]

23 março 2017

148.º membro

O Dr. Armindo Maia, de Timor-Leste, tornou-se o 148º membro do fórum internacional da coleção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora". O fórum tem representantes de 15 países. Saiba sobre Armindo Maia aqui e aqui.

Hipóteses sobre engenharia política em Moçambique

Não existe qualidade de ensino em si [5]

Os debates nos meios de comunicação sobre a qualidade da educação parecem sofrer da “síndrome do cobertor curto”: quando se puxa a reflexão para um lado, esquece-se outros lados do problema - Celso dos S. Vasconcellos aqui.
Número anterior aqui. Eis mais uma possibilidade: o objectivo central no ensino consiste em desenvolver a capacidade de crítica e em preparar cidadãos comprometidos com a transformação das relações sociais geradoras de desigualdades e injustiças sociais.
Assim, para concluir, não existe uma qualidade de ensino em si, salvo se a definirmos e defendermos de forma eticamente prescritiva.

Coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1210, de 17/03/2017, página 28, disponível na íntegra aqui.

22 março 2017

Não existe qualidade de ensino em si [4]

Os debates nos meios de comunicação sobre a qualidade da educação parecem sofrer da “síndrome do cobertor curto”: quando se puxa a reflexão para um lado, esquece-se outros lados do problema - Celso dos S. Vasconcellos aqui.
Número anterior aqui. Multipliquemos as possibilidades nas questões de partida no tocante ao ensino de qualidade. Por exemplo, o objectivo central do ensino pode visar uma determinada capacidade técnica ao nível das necessidades empresariais ou, como é de uso neoliberal dizer, das necessidades do mercado. Claro que também aqui os parâmetros de avaliação serão no sentido de avaliar isso e não a qualidade de ensino em si.

21 março 2017

O que é verdade em história?

"O que é verdade em História? - este é o novo tema-pergunta da coleção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora", em preparação por João Carlos Colaço de Moçambique e, do Brasil, Antonio Paulo Benatte e José D´Assunção Barros.

Não existe qualidade de ensino em si [3]

Os debates nos meios de comunicação sobre a qualidade da educação parecem sofrer da “síndrome do cobertor curto”: quando se puxa a reflexão para um lado, esquece-se outros lados do problema - Celso dos S. Vasconcellos aqui.
Número anterior aqui. É possível continuar a variar a questão de partida no tocante ao ensino de qualidade. Por exemplo, admitamos que está em vista algo como a qualidade científica e/ou literária dos formandos. Naturalmente que os parâmetros de avaliação serão no sentido de avaliar isso e não a qualidade de ensino em si.

20 março 2017

Não existe qualidade de ensino em si [2]

Os debates nos meios de comunicação sobre a qualidade da educação parecem sofrer da “síndrome do cobertor curto”: quando se puxa a reflexão para um lado, esquece-se outros lados do problema - Celso dos S. Vasconcellos aqui.
Número inaugural aqui. Suponhamos - fazendo uso de uma formulação técnica corrente - que está em vista na educação o conjunto de princípios, de métodos e de artefactos que permite um domínio pleno dos conteúdos vigentes nos planos curriculares. Neste caso, um ensino de qualidade é a adequação entre objectivos traçados, técnicas adoptadas e resultados obtidos por comparação entre vários estabelecimentos escolares.

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. A Cris, colega linguista, disse-me que se deve escrever Cinyungwe. Tem razão face ao consenso obtido nas consoantes do tipo "y" ou "w". Porém, o aportuguesamento pode ser feito tal como grafei.
Nota: o presente fungula pertence à edição física n.º 1210 do semanário "Savana" com data de 17/03/2017.

19 março 2017

Poder e grupo

Como um dia afirmou Hannah Arendt, o poder é sempre pertença de um grupo, apenas existindo enquanto o grupo estiver unido. Eis a sua posição no livro "Da violência": "Quando dizemos que alguém está “no poder” estamos na realidade nos referindo ao fato de encontrar-se esta pessoa investida de poder, por um certo número de pessoas, para atuar em seu nome. No momento em que o grupo, de onde se originara o poder (potestas in populo, sem um povo ou um grupo não há poder), desaparece, “o seu poder” também desaparece."

Não existe qualidade de ensino em si [1]

Os debates nos meios de comunicação sobre a qualidade da educação parecem sofrer da “síndrome do cobertor curto”: quando se puxa a reflexão para um lado, esquece-se outros lados do problema - Celso dos S. Vasconcellos aqui.
A qualidade do ensino é um dos temas que mais preocupa os cidadãos. Porém, é preciso fazer face a vários problemas, desde a delimitação semântica do termo qualidade às interpretações diversas sobre ensino. Existe uma qualidade em si, uma qualidade de ensino em si? Não, não existe. A qualidade não é unidimensional, dependendo dos prismas e dos objectivos que traçarmos.

18 março 2017

Genética social

Quando entramos em contacto com o Outro, apresentamo-nos como o coágulo instintivo de milhares de percepções social, cultural e historicamente trabalhadas e armazenadas como hábitos. O que julgamos ser natural, é, afinal, socialmente trabalhado e construído, como se em nós houvesse uma espécie de "genética social".